Uma pega favorável envolve o posicionamento do bebê e a forma como ele abocanha a mama. Dor persistente, feridas ou sangramento merecem atenção: não é preciso suportar isso em silêncio para continuar tentando amamentar.
Quais sinais ajudam a observar a pega?
O Ministério da Saúde descreve alguns sinais: boca bem aberta, lábios voltados para fora, queixo encostado na mama e uma porção maior da aréola visível acima da boca do que abaixo. O corpo do bebê também precisa estar bem apoiado. Consulte a orientação oficial sobre pega e posição.
Uma foto ou uma descrição não mostram tudo o que acontece durante uma mamada. Por isso, se algo incomoda, peça que um profissional observe o processo com você. Dizer “está doendo” já é motivo suficiente para iniciar essa conversa; não é necessário saber identificar a causa.
O que contar sobre a dor?
As perguntas abaixo ajudam a descrever a situação na consulta. Elas não servem para fechar um diagnóstico em casa.
- A dor começa ao pegar a mama, continua durante a mamada ou aparece depois?
- Acontece de um lado ou dos dois?
- Você percebeu ferida, sangramento, vermelhidão ou uma área endurecida?
- Houve alguma mudança recente na posição, na rotina ou em acessórios utilizados?
- O bebê consegue permanecer mamando ou solta a mama repetidamente?
Não é preciso produzir um registro perfeito nem adiar o atendimento para completar a lista. Leve as informações de que se lembrar e mostre o que estiver acontecendo.
Quando procurar ajuda?
A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta buscar um profissional quando os sintomas persistem, inclusive após ajustes de pega e posição. Dor que continua depois das mamadas ou alterações visíveis nas mamas também precisam ser avaliadas. Leia a orientação da SBP sobre problemas com as mamas.
Evite escolher pomadas, medicamentos ou tratamentos apenas por comparações com relatos de outras mães. Sintomas parecidos podem precisar de cuidados diferentes. O objetivo da avaliação é compreender a causa e construir uma orientação possível para você.
A rede de apoio também participa
Quem acompanha a mãe pode ajudar a encontrar atendimento, cuidar de tarefas da casa e ouvir sem minimizar a dor. Frases como “aguenta que passa” podem dificultar o pedido de ajuda. Uma pergunta mais útil é: “O que posso resolver agora para você conseguir atendimento ou descansar?”
Se a preocupação também envolve a quantidade de leite, leia como organizar as observações sobre as mamadas. Pega, conforto e acompanhamento do bebê fazem parte de uma conversa mais ampla.
Uma leitura para acompanhar essa fase
O e-book Amamentação: um guia além da pega tem 78 páginas sobre primeiras mamadas, cuidado materno, rotina e rede de apoio, com referências e índice clicável.
Conhecer o guia de amamentaçãoFontes para consultar
Referências consultadas em 7 de novembro de 2026.
Conteúdo educativo, sem diagnóstico ou prescrição. Não substitui o acompanhamento da mãe e do bebê por profissionais de saúde. Como cuidamos do conteúdo.